Editora: Amplamente
Organizadora: Rita de Cássia Soares Duque.
Ano: 2026
ISBN: 978-65-5321-105-6
DOI: 10.47538/AC-2026.27
Formato: E-book/PDF
A obra apresenta o Método CENA como proposta para reorganizar a prática docente nos anos iniciais do Ensino Fundamental, partindo de situações reais da escola pública e articulando alfabetização, inclusão, avaliação, cultura digital e decisão pedagógica fundamentada.
Este livro se destaca por transformar dilemas cotidianos da sala de aula em percursos de análise e intervenção, oferecendo ao professor uma arquitetura prática para compreender a escola real sem reduzir sua complexidade a respostas prontas.
O capítulo aborda a alfabetização como experiência cognitiva, social e simbólica, analisando como a dificuldade de leitura pode afetar a identidade leitora da criança e exigir mediações que preservem pertencimento, avanço e dignidade pedagógica.
O capítulo examina a autorregulação nos anos iniciais, demonstrando que comportamentos corporais inquietos podem revelar necessidades pedagógicas de organização do tempo, do espaço, das transições e das rotinas escolares.
O capítulo discute a inclusão escolar antes da formalização diagnóstica, evidenciando que a mediação pedagógica não deve permanecer suspensa enquanto a escola aguarda documentos, avaliações externas ou confirmações clínicas.
O capítulo analisa a presença da cultura digital na sala de aula, mostrando como o dispositivo tecnológico pode deslocar a autoridade docente e exigir curadoria, mediação crítica e reorganização intencional da experiência pedagógica.
O capítulo problematiza a avaliação escolar diante dos indicadores institucionais, defendendo que números, planilhas e resultados externos precisam dialogar com registros processuais, trajetórias individuais e evidências formativas.
A síntese final apresenta o Método CENA como uma forma de leitura da realidade escolar, organizada pelos movimentos de contextualizar a situação, examinar teoricamente, nomear a tensão pedagógica e agir com instrumento replicável.
A obra demonstra que a escola real não se transforma por improviso nem por prescrições genéricas, mas por decisões docentes fundamentadas, capazes de reconhecer tensões, organizar intervenções e sustentar práticas pedagógicas responsáveis.